Fragmentos - Lágrimas

"As tuas lágrimas caem nos meus olhos como éter largado de versos infindos de dor, e na tua ausência o meu sufoco traduz-se em silêncios curvos e preenchidos de raiva.
Na alma estilhaçada que não dorme nem descansa, a íris é loucura que lentamente solidifica, até se tornar em prazer quente e húmido a vestir o desejo de um devaneio maior."
2007

Fragmentos - Voz Interior

"(...) onde estão os textos que me lembro de ter escrito no passado, quando, como agora, precisava de silenciar a minha voz interior?
Oh, a minha voz interior, nome bonito e nada mais que isso para este monólogo ininterrupto que o meu eu mantém consigo mesmo, nesta eternidade estancada que somos, nesta ferida que jorramos e rasgamos e alimentamos como se de uma fera sedenta se tratasse, como se de um cancro na noite falássemos quando falamos de quem somos por dentro."

Janeiro 2007